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Pirenópolis | Tradicional Festa do Divino
A Festa do Divino
Com duração de doze dias , tem seu ápice no domingo do Divino, cinqüenta dias após a ressurreição.Mesclada de festejos religiosos e profanos , é constituída de novenas , folias, procissão, missa, roqueira, mascarados cavalhadas, pastorinhas e apresentação de outros grupos folclóricos.

Festa do Divino




Origem
A Festa do divino vem de épocas remotas, Instituída em Portugal pela rainha Isabel, foi trazida ao Brasil, pelos Jesuítas, que por meio dela conseguiram atrair negros e índios para seu credo no decorrer dos anos, foi assimilado os costumes do povo brasileiro e incrementando-se com vários folguedos profanos. Em Pirenópolis, foi introduzida na segunda metade do século XVIII,tendo notícias mais detalhadas de sua realização somente a partir de 1819. È esta a festa de maior pompa eu se realiza na cidade.

Festa do Divino




Imperador do Divino
A presença do Imperador, figura central da festa bem como sua corte, fazem representar o rei e a corte lisboense, com toda sua pompa. O trajeto feito da casa do Imperador á igreja , para hora da missa quando o imperador vai dentro e um quadro formado por quatro varas e segurado nas pontas por quatro virgens, é também um resquício do que , outrora, se fazia na corte de Lisboa.

A Solenidade
A escolha do Imperador é feita por sorteio. Todos os Pirenopolinos que se julgam em condições de realizar a festa podem se inscrever. Não se faz distinção entre ricos e pobres. Se rico; promove a festa com suas posses, se é pobre; com a ajuda do povo. Não há limite de vezes para uma pessoa ser imperador, bastando entrar na sorte e ser sorteada. Várias pessoas já forma por duas ou três vezes.

Festa do Divino




Procissão do Divino
Realizada no momento de levar o Imperador á Igreja, possui as seguintes características: as virgens vão na frente do quadro que leva o imperador, logo após vem a banda de música acompanhada pela multidão, sempre em atitude de respeito e fé. Após a missa, já realizado o novo sorteio, do imperador que irá realizar a festa do ano seguinte, o imperador do ano retorna á sua residência acompanhado do mesmo cortejo. Chegando , distribui “ verônicas”(doce de forma amoedada feito de açúcar, traz cunhada a pomba do Divino, simbolizando a pureza) e “pãezinhos do Divino” á todas as virgens e populares. Era costume o imperador distribuir verônicas em todas as casas.

Coroação
A solenidade é precedida de uma procissão que leva á igreja o imperador cujo mandato esta vencendo. Há celebração de missa ou realização de cerimônia simples. Após a pregação o padre convida o imperador do ano, juntamente com o que irá promover a festa no ano seguinte, a se aproximarem do altar. Ali o padre retira a coroa da cabeça do imperador, cujo mandato venceu e , depois de dá-la a beijar, aos dois, coloca-a por sobre a cabeça do novo imperador. È um momento de tristeza para o imperador que sai, e de regozijo para o que entra.

Coroa e Certo
Ambos em pura prata. Fora mandado fazer em 1826, pelo padre Manoel Amâncio da Luz, quando imperador.

Roqueira
Salva de tiros de origem portuguesa, sendo uma imitação do canhão de roca. Daí vem o nome roqueira e não ronqueira como supõem alguns, por causa do ronco que faz. Assim como o canhão roca, a roqueira tem por objetivo saudar o imperador do Divino e expressar alegria. É uma manifestação muito antiga em Pirenópolis.

Pastorinhas
Paca teatral revista toda em bailado. Seu enredo narra o nascimento de Jesus. Veio do nordeste, trazida por Alonso Telegrafista e levado ao palco por ele mesmo, em 1922, quando foi imperador, Cel. Joaquim Mendonça. Em 1923 foi novamente encenada sob a direção do Maestro Propício de Pina, que lhe acrescentou as figuras: Fé, Esperança e Caridade. Ultimamente vem sendo apresentada todos os anos.

Mascarados
Usando roupas extravagantes e máscaras com cara de animais, mais comumente boi e onça, montado cavalo ou mesmo á pé, saem fazendo algazarras pelas ruas da cidade e dançando nas casas em que para isso são convidados. Sua origem também está ligada a Portugal, sendo uma manifestação religiosa e de alegria. Era uma maneira de espantar o espírito do mal.

Cavalhadas
Encenada em Pirenópolis pela primeira vez em 1826, por iniciativa de Padre Manuel Amâncio da Luz, quando imperador. Tem sua origem ligada a Portugal. È a simbólica representação da histórica luta travada entre o imperador do Ocidente, Carlos Magno, coroado em 800, pelo Papa Leão II e os mouros que invadiram a Península Ibérica, pretendendo forçar os cristão a aderirem á religião maometana, dura três dias.

Fonte: Lara Lopes, Secretaria de Turismo de Pirenópolis.
 
   
   
   
 

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